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Relatório da ONU pede fim da desigualdade entre os gêneros

Pedido foi feito depois de dois dias de debate em Genebra sobre as desigualdades raciais e de gênero no mercado de trabalho

Em conversas com o ministro da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, representantes da Organização das Nações Unidas fizeram o pedido de que o Brasil combata o preconceito no mercado de trabalho. "A possibilidade de conseguir um posto de trabalho é muito menor se você é negro ou mulher, e os salários também são menores pelas mesmas razões", denunciou o francês Philippe Texier, um dos participantes do encontro.

Texier relevou ainda que crianças e adolescentes gastam o tempo, que deveria ser dedicado ao estudo, para trabalhar. Segundo ele, esse é um dos motivos para que o nível de escolaridade dos negros seja baixa. "As crianças deveriam ir para escola, ao invés de trabalhar. Também persiste o trabalho forçado ou escravo", acrescentou Texier.

Segundo dados do Comitê, responsável por vigiar o respeito ao Pacto de Direitos Econômicos Sociais e Culturais da ONU por meio de análises periódicas dos Estados membros, dos 190 milhões de habitantes do Brasil, 49,8% são negros.

A delegação do Brasil admitiu que a taxa de desemprego dos negros é maior que a dos brancos, e que o desnível também é verificado nas estatísticas do trabalho informal, e entre diferentes regiões, mas destacou que o problema está sendo solucionado lentamente.

Como conclusão das deliberações com o governo Lula, o Comitê pretende divulgar um comunicado com recomendações no dia 22 de maio.