Direkt zum Inhalt | Direkt zur Navigation

Página Inicial

Startseite Arquivo de notícias Observatório Brasil Igualdade de Gênero estuda primeiros impactos da crise econômica sobre as mulheres
Artikelaktionen

Observatório Brasil Igualdade de Gênero estuda primeiros impactos da crise econômica sobre as mulheres

Grupo luta contra falta de indicadores e garante que ainda não foram produzidos estudos que permitam qualquer análise conclusiva a partir de um olhar de gênero.

Instituído em abril de 2009, o grupo de trabalho (GT) sobre a crise econômica–financeira mundial surgiu com a intenção de monitorar e avaliar os impactos da crise que abalou a economia mundial sobre as mulheres brasileiras. A ênfase do grupo, neste primeiro momento, é na participação feminina no mercado de trabalho.

Segundo a coordenadora do grupo, Luana Pinheiro, há muita especulação sobre como as mulheres têm vivenciado a crise, mas ainda não foram produzidos estudos que permitam qualquer análise conclusiva a partir de um olhar de gênero.

“As principais discussões sobre a questão da crise realizadas nos veículos de mídia ou em fóruns específicos têm ignorado a análise sobre impactos diferenciados entre homens e mulheres e/ou negros e brancos”, explica Pinheiro.

Poucos foram aqueles que tentaram se posicionar sobre os efeitos específicos da crise na vida das trabalhadoras. Mesmo entre estes, não houve consenso. Alguns argumentam que a crise tem prejudicado mais intensamente a população feminina por ser esta a que se insere de maneira mais precária no mercado de trabalho. Outros defendem o contrário, de que, neste momento inicial, o impacto foi mais sentido pela população masculina porque os homens estão mais presentes no setor industrial, o mais fortemente afetado.

A suspeita do grupo do Observatório é de que, ainda que neste primeiro momento a crise tenha impactado mais fortemente os homens, em um momento seguinte, a crise tenderia a se espalhar também para os setores do comércio e serviços, bem como para o do emprego doméstico, esses sim de forte presença feminina. Assim, as mulheres seriam afetadas mais fortemente neste momento.

Resultados rápidos

O grupo de trabalho corre contra o tempo para lançar as primeiras análises sobre o tema. Segundo as idealizadoras do grupo, os estudos terão mais visibilidade e força enquanto a crise for destaque na agenda política. “Há uma pressa para lançar os produtos do GT para que possamos garantir que as discussões hoje realizadas passem a incorporar também as perspectivas de gênero e raça e etnia”, disse Pinheiro.

A proposta do grupo é criar boletins mensais com análises sobre os indicadores. Serão usados como base para estas avaliações, os números da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), produzida pelo IBGE nas principais regiões metropolitanas do paíse o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), produzido pelo Ministério do Trabalho.

Além do boletim mensal, será produzido um artigo de posicionamento com análises sobre as causas dos possíveis efeitos diferenciados da crise sobre homens e mulheres e sobre as principais conseqüências, tanto no setor formal, quanto no setor informal da economia.