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Mulheres trabalham mais que homens

05.03.10 - Estudo da OIT, divulgado no dia 4 de março, mostra que as mulheres trabalham cinco horas semanais a mais que os homens

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgou, no dia 4 de março, o estudo “A abordagem da OIT sobre a Promoção da Igualdade de Oportunidades e Tratamento no Mundo do Trabalho”, por ocasião do centésimo Dia Internacional da Mulher, comemorado no próximo dia 8. Trata-se de uma análise dos dados produzidos pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2008.

Segundo dados da PNAD 2008, no Brasil, dos 97 milhões de pessoas acima de 16 anos inseridas no mercado de trabalho, as mulheres somam 42,5 milhões, o que corresponde a 43,7% do total. Os dados referentes a 2008 apontam que mulheres e negros apresentavam os maiores níveis de desemprego. Entre as mulheres negras, a taxa de desemprego alcançou 10,8%, comparada a 8,3% para as mulheres brancas, 5,7% para os homens negros e 4,5% para os homens brancos.

A pesquisa indica que, considerando-se as horas de trabalho dedicadas às tarefas domésticas (reprodução social), conjugadas com a jornada exercida pelas mulheres no mercado de trabalho (produção econômica), a jornada média semanal total feminina alcançava 57,1 horas. Assim, ultrapassa em quase cinco horas a dos homens (52,3 horas).

Outro aspecto relevante diz respeito às trabalhadoras domésticas, que representavam 15,8% do total da ocupação feminina no Brasil. Segundo os dados da PNAD 2008, havia 6,2 milhões de mulheres submetidas ao trabalho doméstico; sobretudo negras. Entre as mulheres negras ocupadas, 20,1% estavam no trabalho doméstico. O trabalho doméstico é caracterizado pela informalidade: apenas 26,8% das trabalhadoras e dos trabalhadores domésticos tinham carteira de trabalho assinada. Entre as mulheres negras, este percentual era ainda menor: 24%.

É importante ressaltar, ainda, o aumento do número de famílias chefiadas por mulheres, cuja porcentagem subiu de 25,9 para 34,9%, entre 1998 e 2008, e que as estruturas unipessoais aumentaram de 4,4 para 5,9% no mesmo período.

Para acessar, na íntegra, a pesquisa “A abordagem da OIT sobre a Promoção da Igualdade de Oportunidades e Tratamento no Mundo do Trabalho”, clique aqui.