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Mulheres se preocupam mais com violência doméstica do que com Aids e câncer

Estudo foi encomendado pelo Instituto Avon e realizado pelo Instituto Patrícia Galvão/Ibope. O levantamento apontou também que mais da metade dos entrevistados conhecem ao menos uma vítima de violência doméstica

Um estudo com mais de duas mil pessoas mostra que a mulher se preocupa mais com a violência doméstica do que com doenças e formas de evitar a gravidez indesejada. Além disso, o levantamento ainda mostra que aumentou o número de pessoas que conhecem as vítimas dessa violência dentro de casa.

O estudo foi encomendado pelo Instituto Avon e realizado pelo Ibope/Instituto Patrícia Galvão. Essa já é a terceira edição do levantamento, que foi feito também em 2006 e 2004. Em fevereiro, foram entrevistadas mais de 2 mil pessoas (48% do sexo masculino e 52% do sexo feminino) em todas as regiões do país no mês de fevereiro.


Muitos conhecem vítimas

Uma das questões que só foi abordada no estudo em 2006, o fato dos entrevistados conhecerem vítimas de violência doméstica aumentou em 2009. Há três anos, 51% dos entrevistados admitiam ter conversado, orientado ou indicado serviço especializado a mulheres perseguidas. Em fevereiro de 2009, esse número subiu para 55% - o equivalente a mais de 1.100 pessoas. 

Os entrevistados também foram questionados sobre o motivo da ocorrência da violência doméstica contra mulher. Para 38%, a agressão ocorre por problemas de alcoolismo. Já 36% associaram o problema à questão cultural, indicando a opção “o homem brasileiro é muito violento” e “muito homem se acha o dono da mulher”. Outros 15% acreditam que a mulher provoca o companheiro, por isso sofre a agressão.

A ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, Nilcéa Freire, afirmou que é preciso desconstruir esse padrão cultural que autoriza a violência contra a mulher. “Esse processo precisa começar pela escola e pela família”, comentou no evento de lançamento da pesquisa, realizado na cidade de São Paulo (SP).


Lei Maria da Penha é recorde em conhecimento

Aprovada e sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2006, a Lei Maria da Penha é conhecida por 78% dos entrevistados. Dentre as mulheres, 80% já ouviram falar desse instrumento de proteção.

A lei cria mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher, determinando a instalação de varas especializadas e medidas de proteção e assistência às mulheres. Um dos principais marcos legais foi o reconhecimento da violência doméstica e familiar como uma das formas de violação dos direitos humanos.

Mesmo com a grande exposição da norma, 25% dos entrevistados afirmaram que as leis não são eficientes para garantir a segurança das vítimas. Além da ineficiência do Código Penal, os entrevistados apontam a desconfiança na justiça e nos policiais - muitos apontados como machistas. Sob esses argumentos, 56% dos entrevistados afirmam não acreditar na proteção do Estado em casos de ameaças ou violência doméstica.