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Especialistas discordam de exigência de vacina contra o HPV no SUS

Audiência pública foi feita na Câmara dos Deputados e contou com especialistas em saúde. Principal razão pela falta de consenso foi o preço da vacina.

Da Agência Câmara

Em audiência pública nesta terça-feira das comissões de Seguridade Social e de Finanças e Tributação, não houve apoio ao Projeto de Lei 164/07, da deputada Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), que pretende oferecer de forma obrigatória a vacina contra o HPV (Papilomavírus Humano) para mulheres entre 9 e 26 anos nos postos de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS). Esse vírus é a principal causa de lesões que provocam o câncer do colo do útero, o terceiro mais comum entre as mulheres, superado apenas pelo de pele e o de mama.

Os três especialistas convidados para o debate se manifestaram contra a proposta: o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Gérson Penna; o diretor-geral do Instituto Nacional do Câncer (Inca), Luiz Antonio Santini Rodrigues da Silva; e o diretor da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), José Antonio Rocha Gontijo.

Santini disse que, além do alto custo da vacina, cerca de R$ 800 reais, ela ainda foi pouco testada. "Esse custo é impossível. O problema real é esse. Mas não é por isso que ela não está sendo incorporada. Existem razões técnico-científicas que precisam ser melhor esclarecidas. Não se sabe exatamente o tempo de proteção que essa vacina oferece. E existem ainda várias lacunas a serem preenchidas para que a vacina possa ser recomendada como estratégia de saúde pública", ressaltou. 

Parecer pela rejeição

O relator do projeto na Comissão de Finanças, deputado Manoel Junior (PSB-PB), disse que seguirá a opinião dos especialistas no parecer que dará pela rejeição. "Nosso parecer na Comissão de Finanças e Tributação não tem a ver com o mérito, mas com a compatibilização do ponto de vista orçamentário e financeiro. Nós vamos dar parecer rejeitando o projeto porque temos outros mecanismos de inibir e controlar esse mal que acomete a população de baixa renda. Cabe ao Poder Público utilizar de mecanismos rotineiros de prevenção, como o (exame de) Papanicolau, para evitar que a patologia possa deflagar um câncer, sem chances de operação ou em fase terminal", afirmou.

A vacina contra o HPV está aprovada no Brasil. Mas só é indicada para jovens mulheres que ainda não tenham iniciado sua vida sexual, disse o diretor-geral do Inca. Segundo o especialista, cerca de 80% das mulheres com atividade sexual estão contaminadas pelo HPV. E para pessoas contaminadas a vacina não surte efeito.

O HPV é atualmente considerado um grave problema de saúde pública, pois é a doença sexual transmissível mais comum. No Brasil, estima-se que 5 mil mulheres morrem por ano vítimas de câncer do colo do útero, que atinge mais as populações carentes da região Norte do País.

Para atenuar a incidência da doença, o Ministério da Saúde informa que tem ampliado em 800 mil por ano os exames de Papanicolau.