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CEPAL realiza pesquisa de opinião com elite latinoamericana sobre políticas de igualdade de gênero na política

Resultado do estudo mostra que a grande maioria acredita que o númerio de mulheres no poderes Executivo e Legislativo está aumentando. Parte dos entrevistados também aceitaria políticas afirmativas para acelerar o processo de crescimento da representação.

A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) realizou em maio de 2009 um levantanmento junto às elites dos países latinoamericanos para traçar a diferença entre mulheres e homens na política. O resultado da pesquisa mostra que a maioria acredita que o númerio de mulheres no poderes Executivo e Legislativo está aumentando. Parte dos entrevistados também aceitaria políticas afirmativas para acelerar o processo de crescimento da representação.

Foram questionados vários aspectos da presença feminina no poderes Executivo e Legislativo dos 19 países das Américas do Sul e Central, mais a Espanha. O foco do estudo é o crescimento do número de mulheres nas instâncias do Poder Executivo e nos parlamentos desses países e a maneira como é encarada a formulação de políticas afirmativas para acelerar o processo de representação da população feminina no poder.

A consulta foi feita entre o final de 2008 e início de 2009. Pela internet, foram entrevistados 425 pessoas de diferentes grupos sociais. O principal grupo foi composto por participantes do meio acadêmico – assessores, consultores e experts somaram 45% das respostas. Outros 33% eram compostos por políticos, legisladores e altos funcionários dos governos dos países. O terceiro grupo foi formado por líderes religiosos, sociais e culturais – eles somavam 14% dos entrevistados.

A idéia era diversificar os sujeitos entrevistados para tentar traçar qual a opinião majoritária dos países em relação à representação da mulher nas esferas de poder. O resultado atingido mostra que a maioria dos entrevistados pensa que a presença de mulheres no poder tem contribuído para melhorar o sistema democrático, uma vez que a presença delas nas esferas de poder melhoraria a percepção dos problemas que aflingem a população feminina.

Número crescente

A maioria dos entrevistados afirmou que o número de mulheres no poder cresceu nos últimos anos e se mostrou otimista para o futuro. De acordo com eles, esse número contuinuará crescendo nas próximas eleições.

O estudo da CEPAL mostra que essa percepção é compatível com dados disponíveis dos governos latinoamericanos e que a região compreendida nas entrevistas ocupa um lugar intermediário no mundo na questão da igualdade de gênero no poder. Em termos numéricos, a participação de mulheres nos parlamentos aumentou de 8% em 1990 a 18% em 2008. Nos gabinetes ministeriais, o avanço foi ainda maior: de 13% a 27% no mesmo período.

Para acelerar esse processo da representação, 58% dos homens se mostraram a favor da criação de cotas femininas nas eleições. Entre as mulheres, esse número sobe para 80%.

Razões políticas

O estudo, no entanto, questiona se a pesquisa de opinião revelaria, de fato, as políticas reais dos governos na busca pela equidade de gênero nas esferas de poder. A análise ressalta que uma das perguntas feitas visava compreender a vontade real de implantar essas políticas públicas. O questionamento foi: “Em qual prazo as cotas femininas deveriam ser implementadas?” O resultado mostrou que parte daqueles que apoiam as políticas afirmativas, na verdade o fazem apenas a longo prazo. Ou seja, apoiam essa polítca, mas apenas se ela não mudar o status atual.

Esse mesmo posicionamento foi notado em uma pesquisa de opinião junto a parlamentares no Brasil (veja notícia aqui) que avaliava a opinião deles em relação às cotas no Legislativo brasileiro. A maioria – 60% dos entrevistados – disse que não apoiava.

Ainda assim, o estudo aponta que, se não houvesse interesse das elites em buscar maior participação das mulheres no poder, o crescimento mostrado nos últimos anos não teria sido possível. Por isso, a análise conclui que houve interesse sim de aumentar o número de mulheres no Executivo e Legislativo. Mas que ainda permanece obscura a motivação desse movimento.