CEPAL lança site do Observatorio de Igualdad de Género de América Latina y Caribe
O Observatório deverá servir como uma ferramenta para os governos e para a sociedade civil na análise da realidade regional e no monitoramento das políticas com enfoque de gênero e do cumprimento dos acordos internacionais ratificados pelos países
A Divisão de Assuntos de Gênero da Comissão Econômica das Nações Unidas para América Latina e Caribe – a Cepal – lançou neste mês o Observatorio de Igualdad de Género de América Latina y Caribe, uma resposta às deliberações da 10ª Conferência Regional sobre a Mulher, realizada em Quito, Equador, em agosto de 2007.
A partir de um número reduzido de indicadores estratégicos, compatíveis com o cumprimento de acordos internacionais, a exemplo dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) e da Convenção para Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres (CEDAW), a CEPAL desenvolveu uma ferramenta útil para os governos e para a sociedade civil na análise da realidade regional e no monitoramento das políticas com enfoque de gênero e do cumprimento dos acordos internacionais ratificados pelos países. No site do Observatório, já é possível encontrar um conjunto sistematizado de dados sobre cada país da região.
A base conceitual adotada pela Cepal para a constituição do observatório está estruturada sobre o conceito da autonomia das mulheres como eixo articulador de três esferas transversais à vida pública e privada: a autonomia econômica, a autonomia física e a autonomia na tomada de decisões.
Essas três esferas agregam os temas centrais do observatório e, para cada uma delas, foi construída uma proposta de indicadores capazes de dar visibilidade às desigualdades de gênero consideradas mais críticas. Para a CEPAL é importante que tais indicadores sejam estratégicos, significativos e pouco numerosos, de modo a permitir a análise eficiente dos obstáculos e avanços em cada país e a comparação regional entre eles.
O Observatório regional pretende oferecer, ainda, apoio técnico para a capacitação e qualificação dos institutos de estatística e dos mecanismos de mulheres na produção e análise dos indicadores de gênero.