Campanha pela despatologização da transexualidade
Foram realizadas, no último dia 17 de outubro, manifestações em 29 cidades de 17 países, com o objetivo de alertar para a necessidade da retirada do Transtorno de Identidade de Gênero dos manuais internacionais de diagnóstico médico.
As manifestações fazem parte de uma campanha internacional pela despatologização das identidades trans – transexuais e transgêneros – e pela sua retirada dos catálogos internacionais de doenças, como o DSM - Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, publicado pela Associação Psiquiátrica Americana (APA) e o CID - Classificação Internacional de Doenças, da Organização Mundial da Saúde. Ambos os manuais têm previsões para o lançamento de suas versões revistas e atualizadas. A quinta versão do DSM sairá em 2012, enquanto o novo CID deverá sair em 2014. Esses manuais são utilizados como referência para os profissionais da saúde em diversos países, sendo também comumente utilizados no Brasil.
A campanha "Alto a la Patologización Trans 2012" surgiu a partir da iniciativa do Coletivo Manis de Visibilidade Trans, denominado também Existrans, na cidade de Paris. Ao coletivo, posteriormente, juntaram-se algumas organizações da Espanha, todas em defesa da idéia de que a transexualidade não é uma doença. Madrid, Barcelona e Paris foram sede das primeiras manifestações, no ano de 2007.
As principais demandas das cidades participantes da campanha são as seguintes:
- Retirada do Transtorno de Identidade de Gênero dos manuais internacionais de diagnóstico em suas próximas versões - DSM-V e CIE-11.
- Retirada da menção ao sexo dos documentos oficiais.
- Abolição dos tratamentos de normalização binária para pessoas intersexo.
- Livre acesso aos tratamentos hormonais e às cirurgias sem a tutela psiquiátrica.
- Luta contra a transfobia, propiciando a educação e a inserção social e laboral das pessoas trans.