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Brasil ocupa 82ª posição em ranking de desigualdade entre mulheres e homens

03.11.2011 – Publicação disponibilizada nesta terça-feira coloca Brasil atrás de países como Albânia, Gâmbia, Vietnã e República Dominicana

O ranking de desigualdade elaborado pelo World Economic Fórum e publicado hoje (01) mostra o Brasil como o 82º país onde há mais desigualdade entre homens e mulheres. O Brasil está em uma posição ruim com relação aos seus vizinhos da América do Sul: entre eles, foi o último colocado e isto se deve a um desempenho extremamente fraco em iniciativas que combatam a desigualdade entre homens e mulheres na economia e na política. A diferença salarial entre pessoas que exercem o mesmo cargo, mas são de sexos diferentes é um dos problemas mais graves observados no país.

Segundo a pesquisadora do World Economic Fórum, Saadia Zahidi: “O Brasil é um dos piores países do mundo nesta questão salarial. As mulheres chegam a ganhar metade dos homens em alguns casos para trabalhar na mesma função”.

A defasagem do número de mulheres na política também é algo que contribui para a má colocação do Brasil no ranking. Ainda segundo Zahidi, “faltam mulheres em posições ministeriais e, acima de tudo, no Parlamento”. Quando se leva em conta as mulheres em cargos ministeriais e parlamentares, respectivamente, o Brasil se torna o 103º e 111º colocado: um desempenho terrível para um país que possui uma das maiores economias do mundo.

De acordo com o levantamento, faltam também no Brasil mulheres em posições de liderança na iniciativa privada, ainda dominada pelos homens.

A melhor performance do país foi atingida em 2006, quando o país ficou na 67ª colocação. Em relação ao ano passado, o Brasil subiu duas posições. Apesar do desempenho deficitário no estabelecimento de igualdade entre homens e mulheres na economia e na política, o Brasil ficou em 1º lugar no ranking na área de saúde, empatado com vários outros países. Em relação à educação, quando se leva em conta a educação secundária o Brasil é um dos países que lideram o ranking mas, quando se leva em conta a educação primária, o país despenca para a 105ª posição.

A íntegra do relatório pode ser acessada no sítio oficial do World Economic Forum.