Aborto ilegal está entre as principais causas de morte materna
10.05.2010 - No Estado do Rio de Janeiro, o aborto clandestino é a terceira causa de morte de gestantes
No Brasil, os abortos clandestinos, realizados em condições insalubres e por pessoas despreparadas, constituem um grave problema de saúde pública. No dia 3 de maio, realizou-se uma audiência pública na Assembleia Legislativa fluminense intitulada “Saúde reprodutiva das mulheres do Estado do Rio de Janeiro: Uma questão de direitos humanos”. Na ocasião, foi apresentado um dossiê sobre o abortamento inseguro naquela Unidade da Federação, produzido pelo Instituto Ipas do Brasil.
Segundo dados do estudo “A realidade do aborto inseguro: O impacto da ilegalidade do abortamento na saúde das mulheres e nos serviços de saúde do Estado do Rio de Janeiro”, foram induzidos, entre 1999 e 2007, mais de 800 mil abortos. Três em cada 4 deles foram realizados em mulheres de 15 a 29 anos. Em 2008, o estado somou 15.868 internações motivadas por aborto inseguro – a terceira causa de morte materna.
A realidade do abortamento ilegal no restante do país não difere muito daquela investigada no Rio de Janeiro, no escopo do estudo do Instituto Ipas do Brasil. A publicação “20 anos de pesquisas sobre aborto no Brasil” apresenta os resultados de uma pesquisa financiada pelo Ministério da Saúde, por intermédio de cooperação técnica com o Escritório Regional da Organização Pan-Americana da Saúde e a Organização Mundial da Saúde no Brasil. Lançada pelo Ministério da Saúde, em 2009, a publicação aponta a magnitude do aborto ilegal no país a partir da década de 1990, quando o aborto induzido se manteve entre a terceira e a quarta causas de mortalidade materna em várias capitais brasileiras.
Estudos realizados a partir de meados da década de 90 registraram uma mudança epidemiológica significativa no perfil da morte materna por aborto induzido, com redução do número de casos.
Para acessar, na íntegra, a publicação “20 anos de pesquisas sobre aborto no Brasil”, clique aqui.
Para ter acesso ao Dossiê "A realidade do aborto inseguro: O impacto da ilegalidade do abortamento na saúde das mulheres e nos serviços de saúde do Estado do Rio de Janeiro", clique aqui.