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Principais Críticas

 

Uma das principais críticas ao sistema de cotas eleitorais é a possibilidade do percentual mínimo se transformar em uma cota máxima de participação feminina.  Outro ponto levantado é que a Norma, além de não obrigar a eleita a assumir o cargo, admite a candidatura de um número equivalente a 150% das vagas disponíveis. Assim sendo, nada garante que os 30% de mulheres não fiquem entre os 50% de candidatos não eleitos, o que, em última instância, abre espaço para que o sistema de cotas eleitorais possa não gerar grandes mudanças na composição das Casas Legislativas.  E, finalmente, a maior crítica gira em torno do fato que não existe punição prevista para os partidos que não cumprirem a lei estabelecida.


 A falta de sucesso das cotas eleitorais nas eleições brasileiras parte, principalmente,  de que não é o suficiente instalar um mecanismo de ações afirmativas, outras variáveis precisam garantir o acesso das mulheres ao poder. Primeiramente, as mulheres precisam ser encorajadas e se candidatar e legitimadas em sua capacidade na posição de tomada de decisão e de detentoras de poder. Para tanto, é preciso lutar contra um sistema historicamente construído com base no patriarcado e no patrimônio tradicional.